O uso da toxina botulínica por cirurgiões-dentistas
A toxina botulínica – mais conhecida pelo seu nome comercial, o botox – é famosa por seu uso estático na redução das rugas e na minimização das marcas de expressão. Porém, poucos sabem que essa toxina pode ter um importante uso terapêutico no tratamento de doenças caracterizadas pelo excesso de contração muscular. Na Odontologia em particular, a aplicação dessa substância tem-se mostrado uma alternativa eficaz no cntrole de disfunções mandibulares e na correção estética da exposição gengival acentuada. Com isso, o uso da toxina tem crescido nos consultórios dentários brasileiros e, com ele, veio a controvérsia: terá o cirurgião-dentista legitimidade técnica e ética para aplicar a toxina botulínica em alguns tratamentos odontológicos?
Rubens Cortês Real de Carvalho destaca o grande potencial de uso dessa substância pelo cirurgião-dentista. “ A toxina botulínica, devido às suas características, apresenta um potencial de emprego na área de atuação do cirurgião-dentista em casos de bruxismo, hipertrofia do masseter, disfunções têmporo-mandibulares, sialorreia, assimetria de sorriso, exposição gengival acentuada e, mais recentemente, tem sido descrita a utilização profilática para a redução da força muscular dos músculos masseter e temporal em alguns casos de implantodontia de carga imediata.
Atualmente, a toxina é mais frequentemente utilizada na Odontologia para casos de doenças ou disfunções nos músculos mastigatórios que, além de acarretarem dores musculares diversas e a limitação na abertura da boca, podem atrapalhar as funções mastigatórias. Em casos de correção do sorriso, com grande aparecimento gengival, a substância também é uma alternativa viável àqueles que não desejam submeter-se à cirurgia ortognática.
Fonte: cfo.org.br






