Blog

Imprimir
PDF

Estudo avalia sintomas da primeira dentição

 

primeira dentiçãoÉ papel do cirurgião-dentista orientar os pais durante a erupção dentária para garantir a melhor conduta durante o processo de formação dos dentes

Uma pesquisa na Universidade Federal de Minas Gerais mostra que febres altas e outros sintomas potencialmente graves não devem ser atribuídos ao nascimento de dentes em bebês.


Durante o estudo, 47 bebês que tinham entre 5 meses e um ano e três meses de idade foram analisados durante oito meses. Nos dias em que os bebês tiveram uma erupção dos dentes, eles apresentavam um pequeno aumento na temperatura, ficavam mais inquietos, tinham casos leves de diarreia, problemas para dormir e pouco apetite. Os sintomas, no entanto, não era severos ou mesmo duradouros.


A professora de Odontopediatria da Faculdade de Odontologia da Universidade de SP, Maria Minatel Braga, explica que a erupção dentária é um tema tão corriqueiro, mas, por outro lado, ainda muito enigmático. “Como a pesquisa desse tipo de ocorrência precisa se basear em estudos observacionais e em relatos de sintomas pelas mães, existe uma maior imprecisão e variabilidade nos dados coletados.


A também professora odontopediatria da Fousp, Maria Salet Nahás Pires, explica que o período de irrupção dos primeiros dentes decíduos ocorre no início do estabelecimento imunológico da criança, o que justifica o aparecimento de algumas alterações sistêmicas. “Durante a fase de irrupção dos dentes, o ritmo fisiológico da criança pode ser alterado e, assim, ocorrer o desequilíbrio sob a forma de sintomas. Qualquer relação de causa e feito entre a erupção dos dentes decíduos e os distúrbios locais ou sistêmicos torna-se difícil de ser evidenciada.”


Relatos de alguns pais e profissionais afirmam que as manifestações locais podem ser inflamação gengival, irritação local, hiperemia da mucosa bucal, salivação excessiva, aumento da frequência de sucção digital e bruxismo. As manifestações sitêmicas podem ser perturbações gastrointestinais, tosse, coriza nasal, diminuição da resistência orgânica, distúrbios do sono, irritabilidade, febre e redução de apetite, urina com odor forte, desidratação e dificuldade de movimentação e tendência a morder objetos.


Papel do cirurgião-dentista na orientação aos pais: Do mesmo jeito que a mãe na primeira dor de barriga recorre ao pediatra, é ao cirurgião-dentista que ela deve recorrer quando problemas ou dúvidas associados à erupção dos dentes surgirem. Ele precisa alertar aos pais que a erupção dos dentes de leite ocorre quando a criança tem mais ou menos seis meses de idade. Aos três anos, ela já deve estar com os 20 dentes de leite que compõem a primeira fase da dentição. 

Imprimir
PDF

Fazer clareamento dos dentes por conta própia, pode causar problemas.

clareamento dental caseiro

Sorriso amarelo ninguém quer. Por isso, cada vez mais brasileiros estão clareando os dentes e, muitas vezes, por conta própria. Mas os dentistas dizem que fazer o tratamento sem acompanhamento pode causar problemas que podem levar à perda do dente.


Alguns produtos usados no clareamento podem ser comprados até em farmácias, mas, se usados sem acompanhamento, atacam a gengiva e o esmalte dos dentes. Veja os cuidados para ficar com um sorriso perfeito na reportagem de Dirceu Martins.


O clareamento de dentes está se popularizando cada vez mais, principalmente por causa da chegada de novos produtos às farmácias. Mas os dentistas alertam que fazer o tratamento por conta própria, sem acompanhamento, pode causar sérios problemas na boca.


De casamento marcado, a auxiliar jurídico Camila Machado e Souza decidiu clarear os dentes antes da cerimônia. O casamento deu certo, mas o clareamento: “Deu errado”, conta.


Ela deveria fazer em casa cinco aplicações do produto receitado por um dentista, mas parou na segunda: “Eu senti muita dor, muita sensibilidade, a minha gengiva também machucava”, explica Camila.
Teve que desistir do clareamento e procurar outro dentista. “Ela fez repetidamente, diariamente. Deveria ter sido dia sim e dia não, ou semanalmente”, afirma a dentista Zuleide Alves Ferreira.


O clareamento é feito produtos que contêm peróxido de hidrogênio, o mesmo elemento da água oxigenada. Ele é absorvido pelo esmalte e chega à dentina, a parte que dá a cor aos dentes. Quanto maior a concentração, maior o poder de clareamento.
Os especialistas da USP dizem que um ingrediente importante do clareamento dentário é o critério. Quem compra o produto na farmácia precisa seguir estritamente as instruções da embalagem. Mas o melhor é sempre contar com a orientação de um profissional.


Os dentes de cada pessoa têm características individuais e estas diferenças precisam ser consideradas na hora do tratamento. O maior risco é que o uso indevido pode estragar todos os dentes de uma vez só.
O professor de odontologia restauradora da USP Fernando Mandarino elogia os efeitos, mas lembra que deve ser tratado como medicação e não como cosmético: “Pode provocar sensibilidade, inflamação gengival. Se ultrapassar muito o tempo de uso do agente clareador, começa a desnaturar a estrutura dentinária, provocando o enfraquecimento do elemento dental”, explica.

Segundo os dentistas, não devem fazer o clareamento mulheres grávidas, menores de 15 anos e pessoas com muitas restaurações nos dentes. Os fumantes precisam fazer uma avaliação com o dentista para saber se é possível fazer o tratamento.

Imprimir
PDF

Colesterol alto: risco para a saúde?

Colesterol AltoAo contrário do que se poderia pensar, a idéia de altos níveis de colesterol fazem mal à saúde não é unânime.


A Hipótese Lipídica é uma teoria atual que considera o elevado consumo de gorduras saturadas a causa mais importante da arteroesclerose e da doença coronária. Mas é fato que falta provar com consistência está hipótese. Através de um relatório da Escola Pública de Harvard, os céticos apontam o metabolismo, mais do que a dieta, como responsável pelos níveis de colesterol no sangue.


Isto quer dizer que podemos ingerir colesterol à vontade? Em algumas pessoas, o nível de colesterol são o reflexo direto dos excessos alimentares, pelo que a dieta é decisiva. Em outros casos, esses níveis resultam do colesterol produzido pelo fígado (independentemente da dieta).