Quase invisíveis
Os aparelhos de hoje estão menos aparentes e mais eficazes, corrigindo melhor a posição dos dentes e permitindo o encaixe perfeito.
Eles deixaram de ser esquisitos, pouco confortáveis e seu custo hoje está mais em conta – há 40 anos, o preço de um aparelho dentário equiparava-se ao valor de um carro zero.
Com a evolução das técnicas e dos materiais utilizados na confecção do dispositivo, corrigir os defeitos da arcada ficou mais fácil, rápido e barato. No Brasil, estima-se que a procura pelo tratamento ortodôntico cresceu em torno de 80% nos últimos cinco anos. O período coincide com a popularização dos aparelhos estéticos, pesquisados pelos especialistas desde os anos 1970. São aqueles modelos mais discretos ou mesmo invisíveis, que nunca estiveram tão acessíveis e que dividem os ortodontistas.
Com a evolução das técnicas e dos materiais utilizados na confecção do dispositivo, corrigir os defeitos da arcada ficou mais fácil, rápido e barato. No Brasil, estima-se que a procura pelo tratamento ortodôntico cresceu em torno de 80% nos últimos cinco anos. O período coincide com a popularização dos aparelhos estéticos, pesquisados pelos especialistas desde os anos 1970. São aqueles modelos mais discretos ou mesmo invisíveis, que nunca estiveram tão acessíveis e que dividem os ortodontistas.
Técnica lingual
Os braquetes são colocados na parte posterior dos dentes. O tratamento é mais longo e a limpeza do aparelho, mais difícil. Também pode machucar a língua ou prejudicar a fala, principalmente do início.
Invisalign
É a técnica mais recente e tem um custo muito elevado. Trata-se de aparelhos removíveis, de plástico transparente, que recobrem os dentes superiores e inferiores. Devem ser trocados a cada duas semanas. Em média, usa-se de 20 a 60 aparelhos com o auxílio de computador em 3D. Eles podem ser retirados para comer, beber e na hora da higiene bucal. Sua indicação se restringe a alguns casos de má oclusão.
Mais práticos
Movimento de correção: Como funciona o aparelho ortodôntico.


Entre as novidades estão os fios feitos de níquel-titânio. Desenvolvidos pela Nasa e mais flexíveis, aplicam apenas um sexto da tração comprados aos de aço inoxidável. Hoje, as visitas ao especialista podem ocorrer a cada dois meses. Antes era preciso bater ponto no consultório de 15 em 15 dias.
Há também alternativas para quem tinha como única saída o aparelho extra bucal. São implantes de pequenos parafusos no céu da boca ou na face externa do dente numa determinada posição enquanto o outro se movimenta, dispensando o uso do aparelho extra bucal.
Embora muita gente lance mão dos aparelhos por motivos estéticos, para a ortodontia, a forma e a função das arcadas estão intimamente relacionadas. Além de um sorriso bonito, procura-se o encaixe perfeito dos dentes e, portanto, um bom desempenho na mastigação. O tratamento pode ser feito em qualquer idade, mas a época ideal é após o surgimento dos primeiros dentes permanentes. Assim, é mais fácil interferir não apenas nos dentes, mas na estrutura óssea do paciente, o que é fundamental em alguns casos.
Em média, o aparelho deve ser usado por dois anos para cumprir a etapa do reposicionamento. Em seguida, por outros dois, para assegurar que os dentes permaneçam na nova posição. A fase final é realizada com um aparelho móvel ou com um fio colado com resina na parte interna dos dentes.
Assim com na ortodontia, a ortopedia também procura resolver os problemas de arcada dentária. No entanto, mais do que buscar o reposicionamento dos dentes, o tratamento age na musculatura e nos ossos para garantir que a boca execute bem suas funções – mastigar, deglutir, respirar e, claro, falar. O aparelho ortopédico produz estímulos que levam à remodelação óssea sem força e sem dor.
Nesse caso, a tração é produzida pelas contrações musculares.Dessa forma, o indivíduo passa a mastigar corretamente. Um belo sorriso vem como conseqüência.
E mais: a nova especialidade enxerga o corpo como um todo. Segundo seus preceitos quando a mastigação é realizada de maneira errada, isso se reflete na postura. “A cabeça e o pescoço correspondem a 100% do peso do corpo”, explica o ortopedista Sérgio Terçarolli, de São Paulo. “Se ela está mal posicionada devido a alterações na mandíbula, isso altera a passagem do ar, a disposição da língua, do pescoço, chegando à coluna cervical.”
Boca ok, dentes no lugar certo.
É por isso que a ortopedia trabalha sempre com as duas arcadas dentárias. Os aparelhos são móveis e devem trocados conforme a reposta do paciente aos estímulos. O tratamento dura em média de dois a três anos. Depois de concluído, não é necessário apelar para outros acessórios ou fios de contenção. Acredita-se que o funcionamento da boca irá manter todos os dentes nos devidos lugares.
É possível recorrer a essa terapia ainda durante a dentição de leite ou mista. Entre três e quatro anos, algumas alterações podem ser corrigidas sem a utilização dos aparelhos. Por volta dos oito ou nove anos, geralmente é o melhor momento para tratar casos graves com o auxílio do dispositivo. Isso porque ainda dá para direcionar o crescimento da mandíbula. “Na maior parte dos casos, o objetivo é preparar os dentes permanentes cresçam na posição certa”, explica o odontopediatria e ortopedista Débora Lentini de Oliveira, de Sorocaba São Paulo.






